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Com informações detalhadas, o Núcleo de Apoio à Investigação da Polícia Civil, espera prender o restante da quadrilha no mais curto espaço de tempo possível.

No curso das investigações que apuram o assalto seguido de sequestro ocorrido no último dia 12 no garimpo Creporizinho e com a prisão de José Mariano dos Santos, o “Negão”, a Polícia Civil, através do Núcleo de Apoio à Investigação (NAI), descobriu novos detalhes que eliminam, inclusive, informações especulativas levantadas logo depois do ocorrido. 

Segundo o delegado Silvio Birro, indícios apontam que o alvo da quadrilha composta por quatro bandidos era, de fato, a carga de 25 quilos de ouro que supostamente seria transportada naquele vôo. Uma fonte da Polícia Civil de Itaituba revelou, ainda, que, ao tomarem o avião de assalto, os bandidos tentaram intimidar as pessoas que estavam por perto, sendo o piloto e proprietário da Pena Taxi Aéreo, Pena Fernandes, um amigo dele, identificado como Sancler da Luz, o proprietário da empresa Maney Mineradora, Valdinei Mauro de Souza e o gerente dele, Cláudio Rocha da Silva, 35. 

Na ação, um dos bandidos, identificado pelo pre-nome Luiz, disparou contra Cláudio Rocha e Sancler da Luz. Paulo teve ferimento superficial, foi submetido à cirurgia em Santarém e está fora de perigo. Já Sancler, que tentou se defender levando o braço adiante do rosto, foi atingido no braço, na boca e teve um projétil alojado na coluna cervical, vindo a ter o quadro clínico agravado. Ele morreu no domingo na cidade de Santarém.

Especulação – Segundo o delegado Alexandro Napoleão Santana, superintendente interino da Polícia Civil do Tapajós, os boatos levantados de que o assalto seria apenas um disfarce para encobrir uma tentativa de homicídio encomendada contra o empresário Valdinei Mauro estão fora de cogitação. “Não encontramos absolutamente nada que pudesse confirmar essa informação. Na verdade, o alvo dos ladrões era o ouro, mas eles tinham uma informação equivocada e, em vez dos 25 Kg, encontraram menos de 2 Kg. Parte desse ouro ainda foi encontrada com o ‘Paulão’, preso no Apuí”, resumiu o delegado. A polícia, inclusive, tem informações sobre os nomes dos outros integrantes da quadrilha. Nonato, Adão e Luiz seriam irmãos e teriam seguido viagem para o Estado de Rondônia. “O ‘Paulão’ se separou porque ficou com medo. Os irmãos brigavam demais e estavam fortemente armados”, disse uma fonte da Polícia Civil.

O que reforça mais ainda a tese de assalto premeditado é o fato de que os bandidos demonstravam não ter a mínima intenção de atirar contra ninguém. Na verdade, o tiro foi ‘um acidente’, como disse o preso José Mariano, o “Paulão”. “Esse tal de Luiz atirou no pessoal e, na hora, foi repreendido pelo irmão dele”, disse o acusado, enfatizando que, ao ver Sancler tombado ao solo, um outro assaltante ainda tentou reanima-lo procedendo massagem cardíaca. O preso ainda informou que, durante o vôo, os outros três brigavam sem parar. Um tal de Nonato disse pro Luiz que, ‘se não fosse meu irmão, te mataria aqui mesmo’. Para a polícia, esse é um forte indício de que a quadrilha tinha tão somente a intenção de praticar o assalto, e não de atentar contra a vida do empresário.

Fonte: Junior Ribeiro e Mauro Torres 


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