O policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza, que matou a tiros a namorada Dayse Barbosa, de 37 anos, comandante da Guarda Municipal de Vitória, e se suicidou em seguida, pode ter cometido o crime por não aceitar o fim do relacionamento. Segundo a titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Mulher, delegada Raffaella Aguiar, as investigações apontam que a guarda tentava romper com o PRF, um homem considerado "possessivo e extremamente controlador."
Apesar da postura violenta do policial, que, segundo o pai de Dayse, Carlos Roberto Teixeira, já havia tentado enforcar a guarda, ela nunca o denunciou ou relatou as agressões aos colegas de trabalho. "A comandante nunca tinha relatado (casos de violência) para os companheiros dela, lá da Guarda Municipal, bem como não tem nenhum registro junto à Polícia Civil", contou a delegada.
Para Raffaella Aguiar, o caso mostra que a violência não é motivada por algum comportamento ou característica da vítima, e sim pelo fato de ela ser uma mulher, independentemente de sua posição ou força. "O caso é tão emblemático, porque ele mostra que não é sobre quem é a vítima, porque ela (Dayse) é uma mulher forte, uma autoridade. [...] A violência não começa naquele momento em que houve o primeiro disparo que ceifou a vida dela."
O crime: Dayse foi morta com cinco tiros na cabeça por volta de 1h desta segunda-feira (23), na casa onde ela morava com o pai e a filha de 8 anos, no bairro Caratoíra, em Vitória. Depois do crime, Diego foi até a cozinha e tirou a própria vida. De acordo com o delegado chefe do Departamento Especializado de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), Fabrício Dutra, tudo indica que o caso se trate de um feminicídio. Os celulares dos dois vão ser encaminhados para análise pericial para tentar descobrir a motivação para o crime.
PRF usou escada para invadir a casa: Diego usou uma escada para invadir a casa e chegar até Dayse, que dormia no quarto da filha, por causa do aparelho de ar-condicionado. Segundo o secretário de Segurança Urbana de Vitória, Amarílio Boni, há indícios de que o crime tenha sido premeditado. "A circunstância é que ele foi com o intuito de cometer o feminicídio. Ele levou materiais para entrar na residência e subir na marquise. Tudo indica que ele a pegou deitada, dormindo, e efetuou os disparos sem possibilidade de reação", afirmou o secretário Amarílio Boni. g1

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