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Manifestantes incendiaram dois ônibus do CCBM (Foto: Glaydson Castro / TV Liberal)
Grupo ameaça radicalizar e queimar mais veículos. Empresa diz que cumpre obrigações e negocia com manifestantes.

Índios das etnias Arara e Juruna da Volta Grande Xingu queimaram dois ônibus do Consórcio Construtor Belo Monte em Vitória do Xingu, sudoeste do Pará. O grupo, que estava em uma estrada vicinal perto da rodovia Transamazônica, utilizou gasolina para começar o incêndio. Segundo o CCBM, empresa responsável pela construção da Usina, houve apenas dano material e ninguém ficou ferido, já que os ônibus estavam sendo retidos pelos índios antes do incêndio. Segundo o CCBM, os índios estavam no local desde terça-feira (27), impedindo o acesso de funcionários - com isto, a produtividade foi afetada, já que o consórcio trabalhava apenas com os funcionários alojados, que correspondem a 40% da força de trabalho. Homens da Força Nacional de Segurança estão no local, acompanhados por policiais rodoviários federais. A ocorrência foi registrada na delegacia de Altamira.
Ônibus ficaram completamente destruídos (Foto: Glaydson Castro / TV Liberal)
Ônibus ficaram completamente destruídos
(Foto: Glaydson Castro / TV Liberal)
Os manifestantes, que pedem mais agilidade no cumprimeto do Plano Básico Ambiental, que impõe diversas benfeitorias para as comunidades tradicionais da região como pre-requisito para o licenciamento da usina, ameaçam incendiar outros 18 veículos. Segundo carta aberta divulgada pela Norte Energia no dia no último dia 26, a empresa responsável pelo empreendimento realiza obras para melhorar a qualidade de vida nas aldeias, e garante que as terras das tribos não serão inundadas pela construção da barragem.
Outro grupo de manifestantes, que ocupava a estrada vicinal conhecida como Travessão 27, que dá acesso ao Sítio Pimental, um dos principais canteiros de obras da usina, liberou o tráfego de veículos após quatro dias de bloqueio. Segundo a Norte, os índios deixaram o local após negociação com a Casa de Governo de Altamira e representantes da empresa.
Entenda o caso
Comunidades tradicionais da Amazônia protestam contra a construção da usina desde a noite de 22 de maio, quando um grupo composto por quatro etnias fechou a rodovia Transamazônica. Eles exigem que a Norte Energia tenha mais agilidade no cumprimento do Plano Básico Ambiental, que compensa os índios com diversas obras de infraestrutura. De acordo com a Norte, o plano está sendo seguido e as comunidades estão sendo atendidas - a empresa alega, inclusive, que as terras indígenas não serão alagadas pela construção da barragem.
No domingo (25), três índios ficaram feridos após tentativa de ocupação em um dos canteiros de obras, e denunciaram que foram agredidos por homens da Força Nacional. Após a liberação da rodovia na última terça-feira (27), os índios queimaram um ônibus da empresa. A Norte energia informou que a empresa assinou com a funai o termo de compromisso do projeto básico ambiental-componente indígena. O documento, de acordo com a empresa, firma acordo para a realização de ações que beneficiam 11 aldeias da região.
Manifestantes teriam usado gasolina para atear fogo nos veículos (Foto: Glaydson Castro / TV Liberal)Manifestantes teriam usado gasolina para atear fogo nos veículos (Foto: Glaydson Castro / TV Liberal)

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