As vítimas fatais foram identificadas como: Fernando Pantoja Costa, 18 anos; Jacob Almeida Braga, 22; Thiago Luiz Moraes dos Santos, de 23 anos; Vinicius dos Santos, 22; Monoel Evilasio Morais, de 22 anos; Diego Borges; Sávio Miller Silva; e Davi Thiago. Os três feridos seguem na Unidade de Pronto Atendimento do Tapanã.
Oito pessoas morreram e três estão em estado grave. Esse foi o saldo da chacina que assustou moradores no bairro do Tapanã, na Grande Belém.
Todas as vítimas tinham entre 18 e 25 anos, assassinadas a tiros em vários pontos do bairro onde moravam. E os assassinos: pelo menos quatro homens em duas motocicletas. Os crimes aconteceram no final da tarde de ontem (29), cinco dias depois da morte do sargento da Polícia Militar, João Batista Menezes Dias, de 50 anos. O militar foi morto com um tiro na cabeça enquanto voltava para casa, de motocicleta, junto com a esposa, na Rua das Hortênsias, na comunidade Capucho, naquele bairro.
Até o momento, a Polícia Civil não pode afirmar se as onze pessoas baleadas ontem têm alguma ligação com a morte do policial ou se há um único grupo criminoso responsável por todos os crimes. “Foi uma ação sequencial. Ainda não sabemos onde ocorreu o primeiro baleamento. Mas, fomos acionados pelo CIOP [Centro Integrado de Operações] às 18h10, para todos os casos. As informações estão sendo apuradas”, disse o delegado Glauco Valentim, da Divisão de Homicídios.
Dos onze jovens baleados, cinco deles morreram no local onde receberam os tiros. Outros seis foram socorridos por familiares até a Unidade de Saúde do Cordeiro de Farias. Dessas vítimas, três delas não resistiram aos ferimentos: Diego Borges, Sávio Muller Silva, 23 anos, e Davi Thiago. Já outros três foram transferidos no início da noite. Daniel Ribeiro Silva, 20 anos, para o Pronto Socorro Municipal Mário Pinotti, e dois – ainda não identificados – para o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, em Ananindeua.
Além das características dos executores, dos alvos, do bairro onde ocorreu os crimes, outro detalhe em comum é que, segundo familiares e vizinhança que conversaram com os policiais, as vítimas supostamente nunca tiveram envolvimento com a criminalidade, não eram usuárias de drogas e não estariam sendo ameaçadas. “A Polícia Civil vai investigar, porém, onde tudo aconteceu é extremamente complicado, principalmente por se tratar de área de tráfico de drogas”, comentou Sérgio Oliveira, capitão do 24º Batalhão de Polícia Militar.


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