Em entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira (6), na 16ª Seccional Urbana de Polícia Civil de Santarém, oeste do Pará, com a participação de delegados e militares que participaram das buscas por Mauro Barrozo, de 40 anos, autor de chacina em Belterra, foi revelado que ele não matou o filho de 10 anos.
Mauro Barrozo falou à imprensa na 16ª Seccional de Polícia Civil — Foto: Sílvia Vieira/G1
No primeiro depoimento, Mauro relatou à polícia que quando tentava fugir por uma ramal, após matar três pessoas na comunidade Paca, em Belterra, ele foi encurralado por dois homens armados que atiraram e acabaram atingindo seu filho Manoel Barrozo, provocando a morte da criança. Segundo Mauro, o menino levou dois tiros disparados de armas diferentes. Depois, ele, a mãe Maria Barrozo Braga, e o filho de 14 anos, Daniel Barrozo, conseguiram fugir para o meio da mata. Ele deixou a certidão de nascimento próximo ao corpo para facilitar a identificação.

Depois, à imprensa, Mauro disse que foi o filho Daniel quem disparou acidentalmente o tiro que matou Manoel Barrozo. Segundo Mauro, o filho Daniel estava armando a espingarda quando ela disparou atingindo o rosto do irmão. A versão foi confirmada pelo adolescente e também pela avó, Maria Barrozo, à polícia.

O delegado William Richer Fonseca, de Belterra, disse durante a coletiva que haveriam duas motivações para o crime contra a família Boschetto. A ex-mulher de Mauro teria tido relacionamentos amorosos com Pedro e Raimundo. Também havia uma disputa por terras e ameaças de morte contra Mauro. O suspeito confirmou a versão à imprensa, disse que vinha sofrendo ameaças, que foi agredido e que destruíram sua roça.

De acordo com a delegada Raíssa Belebone, da Deaca, a mãe de Mauro e o filho dele, Daniel, estão abalados com o ocorrido. Não houve coação para que eles acompanhassem Mauro. Ele estava preocupado com a segurança dos dois, por isso eles foram se esconder nas matas.

Eles só saíram para vir para a cidade para sacar o dinheiro da aposentadoria de Maria Barrozo, e depois voltariam para o local. Eles saíram da mata na área do km 72, pegaram o ônibus e desceram próximo ao Quincó e pretendiam ficar na casa de um parente no bairro Matinha.

O superintendente regional de Polícia Civil, delegado Jamil Farias Casseb, disse que a polícia agora vai iniciar as investigações para elucidar a morte do menino Manoel Barrozo, e assim chegar aos autores do crime.

O comandante de CPR-1, coronel André Carlos, contou que a polícia chegou até Mauro a partir de uma denúncia do motorista do ônibus no qual o assassino confesso embarcou com a mãe e o filho. "O motorista reconheceu o Mauro, avisou o Niop e uma viatura do Tático se dirigiu ao local indicado e Mauro foi localizado caminhando às margens da BR-163".


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