Uma discussão entre o empresário Judson Lira e o servidor Cleidson Colares, diretor de vigilância em Saúde do município de Itaituba, ganhou grande repercussão nas redes sociais. Após o pronunciamento do enfermeiro, o a nossa equipe de reportagem procurou o empresário Judson Lira, que na tarde desta quinta-feira, 04, concedeu uma entrevista ao Blog do Junior Ribeiro, dando sua versão sobre os fatos.

Diante da veiculação de um vídeo no qual estou dirigindo a palavra de forma mais acalorada para um servidor público da prefeitura de Itaituba, eu, Judson Rebelo Lira, por ter enorme respeito para com a sociedade de Itaituba e todos os profissionais que fazem parte do quadro de funcionalismo público, venho por meio desta, explicar o que de fato ocorreu. 

É de conhecimento de todos que sou empreendedor e gero diversos empregos em nossa cidade. Ao longo de 20 anos de atividade empresarial, passei por diversas fiscalizações, com inúmeros servidores públicos de várias esferas do Governo, sem quaisquer problemas.  Com exceção das fiscalizações realizadas por parte do servidor em questão e seus subordinados, pois da forma que normalmente acontecem levam a impressão de uma perseguição à minha pessoa e meus empreendimento. 

A título de exemplo, em 21 de Maio do corrente ano, por volta das 17h55 min, o referido servidor público estava realizando um trabalho de fiscalização determinado pela prefeitura, com um carro de som, e causou grande constrangimento não só à mim, como aos meus familiares e todos os funcionários e clientes que estavam em um dos meus estabelecimentos, (Distribuidora de Alimentos). 

O Servidor público, de forma ríspida, fez a abordagem utilizando o microfone do carro de som e mencionou diversas vezes que estávamos descumprindo o decreto 076/2020, por mantermos o estabelecimento aberto, alegando que não fazíamos parte das atividades essenciais. Informação totalmente equivocada, pois devido a atividade empresarial podíamos sim funcionar, ora trata-se de uma distribuidora de ALIMENTOS, atividade essencial, e mesmo assim, já estávamos finalizando os trabalhos e fechando a loja. 

O Servidor ainda usando o microfone no carro de som disse que, no dia seguinte voltaria e prenderia não só a mim, mas também os funcionários e os clientes que lá estivessem. Diante de tal fato, procurei me informar sobre a situação, pois devido a atividade, éramos sim autorizado a funcionar, conforme Decreto Municipal. Inclusive o próprio Servidor, que nos abordou de forma grosseira, se retratou em um áudio que é de conhecimento de toda a sociedade, o qual aceitei o pedido de desculpas, pois sei da dificuldade que todos nós estamos passando nesse momento de pandemia. 

Contudo, cerca de oito dias após o relatado acima, quando estava com minha família, em isolamento domiciliar, cumprindo o decreto municipal sem qualquer aglomeração, o referido servidor da prefeitura, me abordou, mais uma vez, de forma grosseira e afirmou que eu e meu amigo éramos analfabetos, que a lei deveria ser cumprida, que eu deveria me recolher para o interior da casa, me ridicularizando na frente da minha família, fazendo com que meus filhos, que são crianças, ficassem assustados, inclusive começaram a chorar. O servidor ainda disse em alto e bom som: “agora eu vou te prender". 

Diante dos fatos narrados liguei para a polícia para conter os abusos perpetrados pelo referido servidor.  O vídeo filmado inclusive por uma das servidoras que o acompanhava me coloca em uma situação complicada perante a sociedade e contra os agentes públicos e polícia militar, o que não é do meu perfil. As pessoas que me conhecem sabem que trato todos de forma igual com respeito e cordialidade. 

Confesso que me exaltei, porém já estava cansado de tanta perseguição, e por estar sendo abordado daquela forma em minha casa, na frente dos meus filhos. Desta forma, por entender que houve abuso de autoridade por parte do servidor, registrei ocorrência policial contra o mesmo e formalizei uma representação na Prefeitura Municipal.  Acredito em Deus e na justiça, respeito todos os servidores públicos e espero que a justiça seja feita.

Fonte: Blog do Junior Ribeiro...

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