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🚨 CRIANÇA DE 5 ANOS É ENCONTRADA ACORRENTADA NO QUINTAL DE CASA EM ITAITUBA; MÃE É DETIDA E CASO GERA REPERCUSSÃO APÓS DENÚNCIAS DE POSSÍVEIS MAUS-TRATOS

Um caso de possível maus-tratos contra uma criança de 5 anos chamou a atenção das autoridades e da população de Itaituba, no sudoeste do Pará, após uma equipe da Polícia Militar ser acionada na manhã do dia 20 de junho de 2026 para averiguar uma denúncia no bairro Wirland Freire.

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e apresentadas na Delegacia de Polícia Civil, a guarnição foi acionada por volta das 9h para atender uma ocorrência de possível maus-tratos envolvendo uma criança que estaria sendo mantida acorrentada pela própria mãe em uma residência localizada na Quadra 30.

No local, os policiais encontraram a criança no quintal da residência, presa pelo tornozelo direito com uma corrente e cadeado fixados a um mourão. A mãe, identificada como Fabrícia Gonçalves de Sousa, teria confirmado aos policiais que havia tomado a atitude como forma de “correção”.

Conforme o relato registrado, a mãe informou que havia acorrentado o filho por volta das 6h da manhã após a criança ter feito as necessidades fisiológicas na roupa. Ela alegou ainda que a medida teria sido utilizada para disciplinar o menino.

A ocorrência também aponta que havia outro filho da mulher na residência, um bebê de aproximadamente um mês de vida. Diante da situação encontrada, o Corpo de Bombeiros foi acionado para realizar a retirada da corrente, e o Conselho Tutelar acompanhou o atendimento, realizando o acolhimento das crianças.

A mãe foi conduzida para apresentação à autoridade policial, onde o caso foi registrado e encaminhado para os procedimentos legais. As crianças foram entregues aos cuidados do Conselho Tutelar e posteriormente encaminhadas para acolhimento.

Após a divulgação do caso pela nossa equipe, a publicação alcançou grande repercussão, ultrapassando a marca de 1 milhão de visualizações. Com a repercussão, novos relatos chegaram à redação informando que os supostos maus-tratos contra a criança poderiam estar acontecendo há algum tempo. Os relatos serão apurados pelas autoridades responsáveis.

Em depoimento, a mãe alegou que acorrentou o filho como forma de discipliná-lo e também mencionou estar passando pelo período de puerpério (fase pós-parto), após o nascimento do bebê mais novo.

Durante audiência de custódia, a mulher foi liberada com determinações judiciais. Entre as medidas impostas estão: não se aproximar a menos de 100 metros do filho que foi entregue ao pai biológico; não se ausentar da comarca de Itaituba sem autorização judicial; manter endereço e telefone atualizados para eventual contato por determinação da Justiça.

O caso segue sendo acompanhado pelos órgãos de proteção à criança e pelas autoridades policiais para esclarecimento completo dos fatos.


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