Assaltos a bancos já tiveram um aumento de 25% no Pará (Foto: Wesley Costa/Diário do Pará)
O número de assaltos a bancos no Estado já cresceu 25% em 2018 em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com o Sindicato dos Bancários do Pará.
Enquanto os sete primeiros meses de 2017 registraram 24 ocorrências, entre tentativas e assaltos consumados, o número já chega a 30 de janeiro e julho deste ano. “Com essa tendência, podemos fechar o ano com mais ocorrências que 2017, que foram 61, o que é muito preocupante”, alerta o diretor do Sindicato, Sandro Mattos, ressaltando que nos últimos meses do ano costuma haver um aumento nesses crimes, devido às festas e recebimento do décimo terceiro salário.

Mattos esclarece que o sindicato contabiliza tanto os assaltos consumados quanto as tentativas por entender que os dois configuram como crimes e violência, independente se causaram prejuízo material às agências ou não. “No caso recente da tentativa de assalto à agência do Itaú, por exemplo, um segurança perdeu a vida. Em outros casos, famílias foram feitas reféns, explosões ocorreram. Ou seja, mesmo que nada seja roubado, é violência”, comenta.
O gerente de Ourilândia foi amarrado com explosivos (Foto: Divulgação)

BELÉM: Outro dado que tem chamado a atenção do Sindicato é o crescimento do número de ocorrências em Belém. “Antes acontecia muito mais no interior do que na capital, uma relação de 90% para 10%. Hoje ainda acontece mais no interior, mas a intensidade tem mudado. A relação agora está em torno de 60% para 40%”, alerta. Segundo o diretor, a preferência pelas cidades pequenas era devido o número de policias ser mais reduzido nessas localidades. “O que demonstra que os bandidos têm perdido o medo da Polícia e tem se tornado mais ousados”.

Mattos cita, inclusive, o assalto ocorrido em maio deste ano à uma agência bancária da avenida Magalhães Barata, no bairro de Nazaré, como claro exemplo dessa ousadia dos criminosos. “Ali é o centro da cidade e fica perto de vários centros policiais. O centro da Polícia civil, a delegacia de São Brás, a delegacia de Homicídio. A ação policial não é mais um receio para os assaltantes”, conclui.

Como principais fatores que contribuem para o aumento desses crimes, o diretor ressalta a falta de investimento da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Segup) na coibição desses atos e o baixo investimento dos próprios bancos na segurança das agências.

“As agências possuem uma média de um ou dois vigilantes apenas, o que é um efetivo muito baixo. Um grupo de quatro criminosos, por exemplo, pode facilmente render os dois”, relata. Já sobre o trabalho do Governo, Mattos relembra a extinção do Grupo de Trabalho em Segurança que funcionava até 2010. “O Governo cortou o grupo por achar que poderia tratar sozinho da segurança pública e os resultados estamos vendo agora”, critica.

Fonte: (Arthur Medeiros/Diário do Pará)

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