A Hutukura Associação Yanomami encmainhou um ofício ao Ministério Público Federal (MPF) e à Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), no último dia 8 de março, o qual afirma que há suspeita de que servidores da Sesai, órgão do Ministério da Saúde, têm imunizado garimpeiros contra a covid-19 em troca de ouro extraído de forma ilegal. O documento que foi divulgado nesta terça-feira,13, é assinado pelo vice-presidente da associação, Dário Kopenawa, e aponta pelo menos dois responsáveis pelo esquema.

No documento,  Kopenawa conta que uma técnica em enfermagem, lotada no pólo base Humuxi, estaria trocando as vacinas com os invasores da terra indígena. Ainda de acordo com o documento, ela também era apontada como responsável por desviar gasolina e um gerador de energia do Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami (Dsei-Y) para os garimpeiros em troca de ouro.

A suspeita começou em janeiro, assim que as vacinas começarem a ser aplicadas em Roraima. Segundo o ofício,  autoridades em Boa Vista já foram alertadas sobre o caso e foi solicitado que as mesmas tomem providências.

“Essas informações são verdadeiras, passadas pelas lideranças desses locais. Nessas regiões é bem comum a troca de materiais por ouro, como remédios, e infelizmente, às vezes esses profissionais acabam se deixando levar”, afirmou Kopenawa.

Já na região do Uxiu, uma servidora é apontada como suspeita de desviar medicamentos que seriam para os indígenas para tratar garimpeiros à noite. Kopenawa informou ainda que o caso foi relatado por uma liderança indígena durante uma reunião com o secretário da Sesai e o coordenador do Dsei-Y.

"É comum a queixa por parte dos Yanomami de que o materiais e medicamentos destinados à saúde indígena estão sendo desviados para atendimento aos garimpeiros. Em julho de 2020, já havia sido encaminhado aos órgãos aqui endereçados o depoimento de uma Yanomami da comunidade de Kayanau queixando-se da piora no estado da saúde em sua comunidade e mencionando o desvio de medicamentos por um funcionário do DSEI-Y que atendia no polo base local", diz trecho do ofício encaminhado ao MPF e à Sesai.

MPF e Ministério da Saúde, que responde pela Sesai, não se manifestaram sobre o relato.

"É inadmissível que, em meio à insistente piora nos índices de saúde das comunidades indígenas da Terra Indígena Yanomami e em plena pandemia da Covid-19, o órgão responsável pelo atendimento da saúde indígena tenha seus recursos desviados para atendimento de não indígenas que trabalham no garimpo ilegal", crítica a associação em outro trecho do oficio.

A Terra Yanomami é a maior reserva indígena do Brasil e fica entre os estados de Roraima e Amazonas, e boa parte na fronteira com a Venezuela. Mais de 26,7 mil índios - incluindo grupos isolados - habitam a região em cerca de 360 aldeias. Dados não oficiais estimam que ao menos 20 mil garimpeiros atuam ilegalmente no território.

Os casos de coronavírus entre indígenas que habitam a localidade se agravam devido a presença de garimpeiro - no ano passado, em três, os casos avançaram 250%.

Com informações do G1

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