No Pará, são mais de 6 mil recenseadores executando a coleta em cerca de 2 milhões de domicílios em todos os municípios. Começa nesta segunda-feira, dia 1 de agosto, a fase mais importante do Censo Demográfico 2022: a COLETA DOMICILIAR, quando os recenseadores visitam todos os domicílios, para levantar quantos são e como vivem todos os residentes no país. As informações vão compor o grande banco de dados oficiais que, entre outros objetivos, servirá para pautar o futuro do país pelos próximos dez anos.

No Pará, o IBGE conta com mais de 7 mil servidores temporários, dos quais 6 mil são recenseadores, atuando em todos os 144 municípios: eles estarão visitando mais de 2 milhões de domicílios, em todo o estado. A concentração maior de domicílios é na Região Metropolitana de Belém (RMB), onde são estimados cerca de 850 mil domicílios a serem visitados.

BELÉM - No Pará, Belém é o município com maior número de domicílios: estima-se que 400 mil unidades serão visitadas. Para isso, conta com 1.212 servidores temporários contratados, sendo 1.088 deles para o cargo de recenseadores.

Por ser o município do Pará com maior quantidade de domicílios, o IBGE “dividiu” Belém em duas grandes Áreas de coleta, com 9 subáreas e 19 postos de coleta (locais físicos cedidos para o IBGE por parceiros onde as equipes que coordenam os recenseadores estarão trabalhando e monitorando sua atuação em campo).

A ÁREA Belém 1 tem 4 subáreas: Batista Campos (com 2 postos de coleta, abrange os bairros: Batista Campos, Reduto, Umarizal, Nazaré, São Brás, Fátima); Guamá (3 postos de coleta, bairros: Guamá, Jurunas, Cidade Velha, Cremação, Condor); Marco (2 postos de coleta: Marco, Canudos, Terra Firme, Universitário); Pedreira (3 postos para Pedreira, Telégrafo, Maracangalha, Val-de-cães, Barreiro, Miramar, Sacramenta). A estimativa de domicílios na ÁREA Belém 1 é de 193.541 domicílios, com 530 recenseadores em atuação.

A ÁREA Belém 2 tem 5 subáreas: Castanheira (2 postos. Envolve: Castanheira, Souza, Curió-utinga, Águas Lindas, Guanabara, Aurá, Marambaia); Icoaraci (2 postos: Icoaraci, Coqueiro, Parque Guajará); Parque Verde (2 postos: Parque Verde, Cabanagem, Uma, Mangueirão, Benguí, São Clemente); Tapanã (2 postos: Tapanã, Pratinha, Tenoné, Outeiro); Mosqueiro (2 postos: Mosqueiro e Santa Bárbara). A estimativa de domicílios na ÁREA Belém 2 é de 202.701, com 557 recenseadores.

QUESTIONÁRIOS - Existem dois tipos de questionários a serem aplicados neste censo:

O “Básico” (do universo) tem 26 questões e será aplicado em 100% dos domicílios visitados. Nele constam perguntas sobre: lista de moradores; características do domicílio; características dos moradores (identificação étnico-racial - quilombolas e Indígenas; registro civil; educação; rendimento do responsável); mortalidade. A duração média para preenchimento do questionário básico é de 5 e 7 minutos.

O “Ampliado” (da amostra) tem 77 questões, será aplicado em cerca de 10% do total de domicílios e inclui (além dos itens do questionário básico) características como: nupcialidade (pessoas solteiras, casadas, separadas etc); características do arranjo familiar; fecundidade; religião; pessoas com deficiência; migração interna e internacional; educação; deslocamento para estudo; trabalho e rendimento; deslocamento para trabalho; autismo. Para preenchimento de todo o questionário da amostra, estima-se que é necessário entre 25 a 30 minutos.

Abaixo os links para acessar cada modelo de questionário:

Modalidade Múltipla de Coleta (Presencial, Internet e Telefone)

É a primeira vez que o IBGE utilizará o telefone como alternativa de resposta aos questionários de um Censo. Sendo assim, haverá 3 opções para preenchimento dos questionários: Entrevista presencial (feita pelo recenseador, indo ao domicílio); Autopreenchimento pela internet (requer que o morador informe ao recenseador, por ocasião de sua visita, que prefere responder pela internet. O recenseador dará orientações para a obtenção de uma “chave” de acesso virtual para que o morador possa responder seu questionário pela internet); e Entrevista por telefone (também orientações fornecidas pelo recenseador).

Portanto, seja como for, é necessário que pelo menos 1 morador em cada domicílio atenda o recenseador para, se for o caso, informar alguma das opções remotas (telefone ou internet) para ser gerada e disponibilizada a “chave” de acesso.

OUTRAS NOVIDADES

Povos e comunidades tradicionais (PCT’s) - Pela primeira vez, o Censo retratará a população quilombola. Foram considerados os territórios delimitados pelo INCRA e pelos institutos estaduais de terra, bem como agrupamentos identificados pelo IBGE. Somadas as fontes, o IBGE chegou a 5.972 localidades quilombolas no país.

Outra novidade é o questionário de abordagem aos indígenas, que será aplicado na reunião de abordagem com as lideranças comunitárias. O informante é a liderança política do agrupamento indígena e, no caso de ausência dela, alguém indicado por essa liderança para substituí-la na tarefa de fornecer as informações.

Autismo - Pela primeira vez, o Censo contará também a população com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Brasil. O recenseador terá como um dos itens do questionário a pergunta: “Já foi diagnosticado (a) com autismo por algum profissional de saúde?”, tendo sim ou não como resposta.

Tecnologia - O IBGE usará dispositivos móveis de coleta (DMC’s), além de tablets, com sinal de 3G e 4G. Isso permitirá que os recenseadores transmitam pela internet as informações levantadas, em tempo real, para o sistema interno do IBGE.

Uso das geotecnologias para controle da cobertura (setores urbanos e rurais): também será realizado um gerenciamento digital dos deslocamentos dos recenseadores em todo o território nacional, a utilização de "nuvens" na internet para suporte de comunicações e tráfego de dados e novos data centers de alto desempenho. O IBGE contará ainda com uso de Registros Administrativos, grandes bases de dados (Big Data) e paradados para a validação e controle de qualidade da coleta.

COMUNICAÇÃO: Para agilizar a comunicação sobre as etapas da operação censitária junto à sociedade, o IBGE criou o hotsite do Censo Demográfico 2022, disponível em https://censo2022.ibge.gov.br. Dentro do hotsite, está disponível o Guia do Censo para Jornalistas (disponível para download). O Censo 2022 terá uma central telefônica exclusiva para esclarecer as dúvidas da população. O Centro de Apoio ao Censo (CAC), disponível via 0800 721 8181, tem 180 agentes censitários para auxiliar a sociedade a preencher o questionário via internet ou telefone. O CAC funciona todos os dias, de 8h às 21h30.

SEGURANÇA: Estão disponíveis dois canais de comunicação específicos para checagem da identidade do recenseador: o respondendo.ibge.gov.br (no link “verifique identidade do recenseador”) e o 0800 721 8181. Em ambos os canais é necessário ter em mãos o número de matrícula do recenseador (ou seu número de CPF ou RG). Sendo feita a checagem, as informações podem ser fornecidas tranquilamente, garantido o sigilo das mesmas (a Lei nº 5.534/1968, que dispõe sobre a obrigatoriedade de prestação de informações estatísticas, assegura o CARÁTER SIGILOSO da prestação de informações estatísticas).

O CENSO DEMOGRÁFICO 2022 é a maior operação de recenseamento já organizada no país e uma das maiores do mundo. É a única pesquisa que vai a todos os domicílios. O IBGE estima que serão 78 milhões de endereços a serem visitados, nos 5.570 municípios brasileiros, para recensear mais de 215 milhões de habitantes. Para dar conta do desafio, o órgão conta com 210 mil servidores temporários (coordenados por efetivos), em todo o Brasil, para coleta de dados, supervisão, apoio técnico-administrativo e apuração dos resultados.

O censo vai gerar resultados distribuídos pelas áreas de: Brasil, Grandes Regiões, UFs, Mesorregiões e Microrregiões, Municípios, entre outros recortes territoriais de interesse para estudos específicos. Os primeiros resultados têm previsão de estarem sendo divulgados a partir do primeiro semestre de 2023.

PARA OS MUNICÍPIOS, o Censo Demográfico tem uma importância vital: fornece dados municipais para formulação e implementação e avaliação de políticas públicas, além de ser uma das principais bases para o cálculo do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Para o setor privado, disponibiliza informações socioeconômicas da população imprescindíveis para estudos e estratégias mercadológicas. Para universidades e seus pesquisadores, os dados do Censo Demográfico também são fundamentais para balizar estudos nas mais diversas áreas – saúde, educação, trabalho, infraestrutura urbana, mobilidade, projeções populacionais etc.

Para o Terceiro Setor os dados do censo também são de fundamental importância, pois é com base nesses números que essas entidades podem pautar suas agendas de reivindicações junto ao poder público, bem como criar projetos para captar parceiros, com o intuito de garantir conquistas, direitos e melhorias na qualidade de vida das comunidades e grupos populacionais específicos.


Angela Gonzalez
Analista Censitária - Jornalista
Setor de Disseminação de Informações do IBGE no Pará
Cel/WhatsApp: (91) 98095-7776


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