A Polícia Civil de Santarém, no oeste do Pará, deflagrou na manhã desta quarta-feira (13) a operação “República”, que cumpre mandados de prisão. Segundo a Polícia, pelo menos doze pessoas devem ser presas.

Dois homens da ocupação do Vigia, identificados como Sirdiney Araújo dos Santos e José dos Santos Barros, foram presos, temporariamente, suspeitos de terem atentado contra as vítimas Luan Almeida Batista, 18 anos, e Paulo Wilson Ferreira Pereira, crime ocorrido no dia 04 de outubro deste ano. Luan sobreviveu, mas ficou paraplégico em razão da gravidade dos ferimentos. Paulo não foi atingido.
Operação "República" foi deflagrada pela Polícia Civil, em Santarém — Foto: Cissa Loyola/TV Tapajós
Investigações da Polícia Civil de Santarém apontaram que José foi o autor do tiro de espingarda nas costas do jovem Luan. O crime teria sido praticado a mando do presidente da associação de moradores do bairro Vigia, Sirdiney.

A arma usada no crime que deixou Luan paraplégico teria sido entregue a José pelo indivíduo conhecido como “Ney da Puma”, por ordem de Sirdiney. O alvo, no entanto, não seria Luan, e sim outro morador da área, identificado como Paulo Wilson Ferreira Pereira. Segundo levantamento feito pela polícia no Sistema Integrado de Segurança Pública do Estado do Pará, Sirdiney já responde outros procedimentos policiais, entre eles o crime de tentativa de homicídio.

No dia do crime, Luan viu José disparar a espingarda, assim como Paulo que saiu em perseguição a José que teria se escondido na mata. Luan foi socorrido e conduzido por populares para o Hospital Municipal Dr. Alberto Tolentino Sotelo, mas devido à gravidade das lesões causadas pelos chumbos - no total 16 perfurações, foi transferido para o Hospital Regional do Baixo Amazonas, para ser submetido à cirurgia.

Paulo Wilson procurou a Delegacia de Homicídios informando que, por mais de uma vez, um indivíduo não identificado vem passando em uma motocicleta preta em frente à sua casa e da vítima Luan. Segundo ele, também tem recebido recados de moradores do bairro Vigia, de que o “tiro” não era para Luan, mas sim para ele.

De acordo com o delegado titular da especializada de Homicídios, Gilvan Almeida, o crime foi motivado por disputa de terras. "O Sirdiney estava negociando imóveis na ocupação do Vigia, e o Luan e o Paulo tinham um lote nesse local. Em vista de uma discussão acerca da posse dessa área, no dia do fato quando os dois jovens saíam do local, foram alvejados com disparos de espingarda que atingiram o Luan, que hoje encontra-se paraplégico. Os dois reconheceram José como autor dos disparos, e por isso a polícia representou pelas prisões", disse.

De acordo com o superintendente regional da Polícia Civil do Baixo Amazonas, delegado Jamil Farias Casseb, a operação segue diretrizes da Delegacia Geral. O diretor da 16ª Seccional Urbana de Santarém, delegado Germano do Vale informou que foram empregados mais 50 policiais civis, bem como um grande aparato de viaturas durante a Operação República.


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