Ao contrário do que muitos pensam, a máscara serve mais para proteger as pessoas ao redor de quem a está usando do que propriamente quem está de máscara. Como os sintomas demoram para aparecer, praticamente todo mundo é considerado um potencial portador do vírus. Portanto, a lógica por trás da obrigação de usar uma máscara é: se todos aderirem a ela, diminuirá o risco geral de infecção.

MÁSCARAS CIRÚRGICAS PARA A PROTEÇÃO DE PACIENTES

A máscara cirúrgica, que cobre a boca e o nariz, é usada principalmente por médicos e assistentes para não infectar pacientes na mesa de operação. Quando quem está usando a máscara tosse ou espirra, a maior parte das gotículas expelidas permanece na máscara. No entanto, isso só funciona no longo prazo se a máscara for trocada regularmente e descartada de forma higiênica e segura. Na sala de cirurgia, a máscara deve ser trocada pelo menos a cada duas horas. A mesma máscara usada várias vezes pode perder rapidamente a sua função. Máscaras de tecido também devem ser trocadas com frequência e lavadas com água quente para que os vírus não sobrevivam.


PROTEÇÃO EFICAZ É UMA COMBINAÇÃO DE FATORES

Quem usa a máscara pode se proteger de uma possível infecção através de gotículas e secreções que saem da boca quando outra pessoa espirra ou tosse, mas de forma muito limitada. Geralmente, o vírus entra no corpo pela boca, o nariz ou pelos olhos, e por isso, a higiene das mãos desempenha um papel importante. A máscara cirúrgica, combinada com protetor ocular, serve mais como um lembrete constante para evitar levar as mãos ao rosto do que para proteger o usuário de gotículas portadoras do vírus.


MÁSCARAS QUE OFERECEM MELHOR PROTEÇÃO

Além das máscaras cirúrgicas, há também as máscaras que filtram o ar - tanto na versão descartável, feita a partir de fibra de celulose com um elemento filtrante e uma válvula expiratória, quanto de material sintético, à qual é acoplado um filtro. Elas também são usadas em hospitais quando profissionais da saúde entram em contato com pacientes com doenças altamente infecciosas, e são usadas juntamente com outros EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), como protetor ocular, luvas, aventais e macacões descartáveis.

De acordo com as normas da União Europeia, estas máscaras são divididas em três classes de proteção - o chamado fator FFP (Filtering Face Pieces - Peças Faciais Filtrantes, em português). Máscaras com nível de proteção FFP-1 são melhores do que as máscaras cirúrgicas, mas não oferecem a proteção desejada contra vírus. Elas são úteis, por exemplo, para as pessoas que trabalham com serralheria, carpintaria ou marmoraria, pois interceptam poeiras mais grossas.

Apenas máscaras da classe FFP-3 protegem o usuário de vírus, bactérias, fungos e, quando usadas corretamente, até de substâncias altamente tóxicas, como o amianto. Em razão da atual escassez dessas máscaras, o Instituto Robert Koch, responsável pelo controle e prevenção de doenças na Alemanha, aconselha, se necessário, o uso de máscaras FFP-2 no caso de doenças infecciosas - algo que, no entanto, é controverso entre médicos. Conscientize-se, use máscara e fique em casa!


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